Uso responsável
Inteligência artificial na segurança pública
Na segurança pública, a inteligência artificial é útil sobretudo como apoio à documentação: organizar relatos, padronizar a redação e indicar lacunas. Ela não substitui o agente, não decide a legalidade de uma ação e exige revisão humana e cuidado com dados pessoais (LGPD).
Apoio documental é diferente de decisão operacional
Transcrever um áudio, ordenar uma sequência e propor uma redação são tarefas de apoio. Determinar o que ocorreu, decidir uma intervenção e validar um documento são responsabilidades que não podem ser atribuídas a uma frase gerada.
A OPERA se concentra no relato fornecido pelo operador. Não é ferramenta de reconhecimento facial, identificação de suspeitos ou predição de crime.
Antes de inserir dados, confira se você pode tratá-los
Relatos podem conter informações pessoais ou sensíveis. Verifique as regras da instituição, a finalidade do uso e a necessidade de cada dado antes de enviá-lo a uma ferramenta externa.
A política de privacidade da OPERA descreve os serviços necessários ao processamento. Regras de acesso e transporte seguro não eliminam todos os riscos nem substituem a avaliação institucional.
- Use somente informações necessárias à finalidade do documento.
- Não utilize casos reais em demonstrações públicas.
- Proteja o acesso à conta e ao dispositivo.
- Confira a política de privacidade e as regras da instituição.
Um texto convincente também precisa ser verificado
Modelos podem produzir redações incorretas ou sugerir conclusões além do relato. Verifique números, nomes, sequência e referências normativas.
O ganho de organização só é útil quando preserva a origem e o sentido das informações. Não use fluência textual como medida de veracidade.